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maria padilha rainha das sete encruzilhada

Por: dirce ap brandao | Creado: 19/03/2011 23:54 |




histria de maria padilha rainha das

              sete encruzilhadas   

     Nbia estava satisfeita e feliz. Depois de uma misteriosa doena, sua prima, a rainha Velma, havia sucumbido. E ela sabia do que se tratava, fora ela quem, diariamente, pingara gotas de um poderoso veneno nas refeies da soberana. O caso amoroso que mantinha com o rei Alberto finalmente teria um final feliz. Para ela, claro! Mal pode conter a alegria quando foi notificada da morte da prima. Fez um tremendo esforo para derramar algumas lgrimas durante o féretro, porém seus pensamentos fervilhavam, imaginava os detalhes de sua coroao. Havia o perodo de luto de no mnimo trs meses, mas isso era de menos, Alberto estava totalmente apaixonado e faria de tudo para casar-se com ela o mais rpido possvel. A sim, a glria e o poder que sempre foram daquela tonta seriam dela para frente. Vrias vezes tivera que cobrir o rosto com seu leno negro para que ninguém percebesse o sorriso de satisfao que aflorava em seus lbios. Terminadas as exéquias, Nbia procurou pelo amante para dizer-lhe que estava pronta para ser sua nova mulher, esperariam o luto oficial e poderiam comear os preparativos para o casamento e coroao. A reao de Alberto fez seu corao gelar:- Nbia foi voc que matou minha mulher? Negou peremptoriamente. Ela jamais teria coragem de fazer qualquer mal sua prima, mesmo amando seu marido, pelo contrrio, perdera noites de sono para permanecer cabeceira da doente. Como podia ele pensar isso dela? - Nbia! - Alberto estava gritando - A casa tem criados, ser que voc é to imbecil que no percebe que eu descobriria? O desespero tomou conta da mulher, sentiu que a situao havia fugido de seu controle. Jogou-se aos pés do homem implorando perdo: - Eu te amo demais, no agentava mais ficar longe de voc! As lgrimas corriam livremente. - Ela no te amava, sou eu que o amo! Sem pestanejar, Alberto chamou pelos guardas palacianos e mandou que a levassem a ferros para o poro do castelo onde ficaria até que ele decidisse o que fazer. Durante trs anos permaneceu presa. Chorava muito e amaldioava a todos. O pior, porém era o fantasma de Velma que todas as noites a visitava. A imagem da rainha surgia ricamente vestida e a olhava com piedade balanando a cabea em sinal de desaprovao. Nesses momentos os gritos que dava ecoavam pelos corredores do palcio. Da bela e arrogante mulher, nada mais restava. Tornara-se um trapo humano. Um dia veio o golpe fatal. A criada que lhe trazia as refeies informou-lhe que o rei havia anunciado seu casamento com uma jovem duquesa. As horas que se seguiram a essa descoberta foram de horror, a imagem da rainha falecida permaneceu sentada no fundo do cubculo e no desviava o olhar tristonho de acusao. Num acesso de fria avanou sobre o espectro. Debilitada, tropeou nas prprias vestes e caiu batendo a tmpora na pedra onde Velma estivera sentada. Seu esprito vagou por anos. Aprendeu muito e descobriu que havia sido rainha em outras encarnaes, mas que nunca fora exemplo de bondade ou compaixo. Como Maria Padilha das Sete Encruzilhadas, readquiriu o porte majestoso de antigas vivncias e segue em busca de evoluo. Sempre que est em terra lembra que h muito a aprender, mas que tem muito a ensinar. Laroi as Pomba-giras!



ORAAO A MARIA PADILHA RAINHA DAS SETES ENCRUZILHADAS


So 12 horas em ponto e o sino j bateu. Sei que nesta hora, pela fora do vento a poeira vai subir, e com ela também subir todo o mal que estiver no meu corpo, no meu caminho e na minha casa. Tudo se afastar da minha vida. É com a fora e Axé de Maria Padilha que meus caminhos, a partir deste momento, em que os ponteiros se separam, estaro livres de todos os males materiais e espirituais, pois a luz que clareia o caminho de Maria Padilha também h-de clarear os meus caminhos, para isso estarei sempre na posse desta orao.